Eu sonhei que sentia o teu calor, o teu conforto e os sons da tua respiração mansinhas ao pé do ouvido guiando-me devagar para um lugar onde és tu, o homem da minha vida. E de alguma forma inequívoca, te via para sempre muito meu. Passava-se um dos braços entre as minhas cinturas, para erguer logo depois os dedos, onde tocaria no lóbulo de minhas orelhas frias do fim da noite de solidão. Vi que te pedia muito para ficar nesse meu lado, onde há décadas não se faz fogo com acompanhações raras e únicas e simples e claras. Você me pedia para entrar na sua casa e desfrutar dessas tuas roupas densas e quentes, e eu sabia então que ficaríamos juntos para sempre, mesmo até no outro dia onde talvez eu hesitasse a ir embora para não incomodar tanto. Você conquistava o meu coração e me fazia ter cintilações nas curvas dos meus sorrisos, que por muito tempo havia sido preso por talvez alguns silêncios, traumas, medos. Você se arfava levemente em mim, seguro, protegido, nessa faixa extensa de desejo e de um querer enorme de poder-te encontrar-lo outra vez nesse sonho onde inteiramente nu, eu pudesse dormir no outro dia enfim, para não acordar nunca mais. Para que na mesma posição, no mesmo gesto ou no mesmo jeito, eu te podesse fazer agora como um laço de poeta sutista, e tu me fazer um mar onde só ruge amor e nunca se quebra e se acaba.
Assinar:
Comentários (Atom)