Quando você me enlouquece, eu lembro vagamente dispersando alegria, das tuas mãos sempre-nunca-pálidas, rosadas trazendo sempre um toque próprio e salvador. Elas são o que me têm mantido vivo dentro e fora de mim. Você suponhe dentro de mim um conhecimento de adoçar o proseguires, e sem planejar, embora planejemos um amor ou um toque há muito tempo, faz coisas como acender o abajur dos cantos dos meus lábios e um tal de muito tesão na alma sugando todas as minhas camadas impercepitíveis e todas as minhas fantasias que nem sempre conheço ou supero bem.
Você mergulha em mim e eu em você suspeitando duas ou três raivas e o resto tanto e muito amor. Indico caminhos para o leste. Você tange o nosso caminho com uma espécie de encatamento que de repente iluminaria tanto o sol como a lua e como a nossa estrada. Nítida luz que só nós vemos, onde levemente nunca se escuresse e onde os sons externos mal penetram nos nossos ouvidos ocupados de sálivas já gastadas presas entre palavras que nunca, nunca acabam e se despedem. Você me enche trêmulo pela a tua garganta onde dá encontro ao vinho seco dentro de uma bolha de ar. Eu te dou um porre lúcido ao nosso encontro, onde nós possámos dormir sem que nenhum ofenda o outro por conta da nossa embriaguez terna e moral. Nos damos esse latejo quase sangrando, nossas mãos cheias de verdades, ternuras, quereres. Nos damos essa emoção dita entre indicadores e polegares onde conhecemos um pouco mais o rompimento da barreira e do medo onde eu sei que é tu, onde você sabe que sou eu: Duas borboletas apoiadas cintilando uma nova força, para deliberadas ser condão e inflamar assim a nossa alma de querer e curar a nossa tortuosa e longa espera de alguma paixão. Ou amor.